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Crise Financeira Impulsiona Tecnologia Open Source
Originada nos Estados Unidos, maior economia mundial, a crise financeira afeta todos dos países do mundo. No Brasil, muitas empresas terão uma escassez de investimentos e contratação de profissionais no intuito de cortar gastos. Já houve, inclusive, casos de demissões e férias coletivas. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que 71% das empresas consultadas do país, tiveram seus investimentos prejudicados e 57% estão revendo suas projeções de vendas para 2009.
Com a crise econômica afetando as atividades das companhias, uma solução eficaz para redução de custos, será a inclusão de serviços de TI baseados em tecnologia open source. Diante de orçamentos reduzidos, os executivos estão sendo desafiados a gerar mais resultados. Existe uma relação direta entre maior uso de software e aumento de produtividade empresarial e econômica. Portanto, um maior incentivo à produção de softwares através do modelo open source aumenta as condições para o reuso do conhecimento e conseqüente maior produtividade em todos os setores da economia.
Entre os principais benefícios estão o baixo custo e a aumento da flexibilidade dos negócios. Além disso, não é necessário o pagamento de insumos e royalties em dólares, o que reduz o risco de uma variação cambial. Os executivos reconhecem cada vez mais que essas soluções ajudarão suas companhias a obterem grandes vantagens econômicas e operacionais, além de aumento de inovação, eficiência da TI no apoio aos negócios, tempo de colocação no mercado e vantagem competitiva. A adoção do open source não é exclusiva para empresas privadas, com forte presença no setor público.
A pesquisadora de serviços e tecnologia do Gartner, Laurie Wurster, concluiu recentemente um amplo estudo sobre a implementação do código aberto dentro dos empreendimentos de todo o mundo. Dentre os 274 consultados, 63% disseram que estão usando sistemas operacionais abertos. Segundo ela, a recessão impulsionou as corporações a economizarem comprando tecnologias open source.
No Brasil, existem empresas especialistas em trabalhar com modelo de software open source. Para Paulo Justino, Superintendente Comercial da Powerlogic, a adoção do open source gerenciado permite que de um lado as empresas tenham alternativas de fornecedores, evitando a dependência, e, de outro a segurança de uma relação comercial, associadas à prestação de serviços, com suporte de qualidade, documentação, treinamentos e com transferência de tecnologia. Ele ressalta ainda, que um aspecto muito importante nos dias de hoje é atualização tecnológica. Neste sentido ?o movimento open source permite o acesso simultâneo dessas inovações em todo o mundo, reduzindo a zero o gap tecnológico do país?, completou.
Linux ganha mercado com a crise
Um estudo realizado pela IDC mostra que o Linux deve ganhar espaço nas corporações como consequência dos efeitos da crise. Atrás de redução de custos de suporte, 72% dos entrevistados disseram estar avaliando seriamente ou já terem decidido aumentar a adoção do Linux em servidores em 2009, enquanto mais de 68% farão o mesmo para desktops.
Além do fator econômico, 40% dos executivos da pesquisa planejam implementar fluxos de trabalho adicionais em Linux nos próximos 24 meses e 49% indicaram que o Linux será sua principal plataforma nos próximos 5 anos. Já os que afirmaram não adotar o software livre, justificaram que continuam hesitantes por causa da falta de suporte de aplicação e fraca interoperabilidade com Windows e outros ambientes como sua principal preocupação.
De acordo com Markus Rex, gerente geral e vice-presidente sênior para Soluções de Plataforma Aberta da Novell, as empresas também afirmaram que a adoção do Linux será ainda maior com o fortalecimento do suporte a aplicações Linux, interoperabilidade, capacidades de virtualização e suporte técnico.
Para 67% dos executivos, interoperabilidade e gerenciamento entre Linux e Windows são dois fatores importantes na escolha do sistema operacional. O segmento varejista tem o maior potencial de aceleração na adoção de Linux já que 63% dos entrevistados planejam um aumento no desktop e 69% consideram o mesmo no servidor. Já o setor governamental ficou para trás.
O Linux nos desktops deve ser utilizado especialmente para funções de escritório básicas, usuários técnicos de estações de trabalho e educação superior. Além disso, 50% dos executivos disseram que a migração para a virtualização está acelerando as adoções de Linux e 88% planejam avaliar, implementar ou aumentar o uso de software de virtualização no sistema.
A crise econômica teve seu maior impacto nas Américas, nos serviços financeiros e governo. Mais de 62% dos entrevistados disseram que seus orçamentos sofreram cortes ou que estão apenas investindo no que é necessário.
A pesquisa foi realizada em fevereiro de 2009 com 300 profissionais de TI que supervisionam as compras de Linux e outros sistemas operacionais nas corporações. Para participar, as organizações deveriam ter mais de 100 funcionários. Entre os participantes, 55% tinham Linux como sistema de servidor em uso, 39% Unix e 97% Windows. A pesquisa foi encomendada pela Novell e pode ser acessa na integra no site da companhia.
Fonte: http://info.abril.com.br/professional/linux-cia/linux-ganha-mercado-com-a-cris.shtml
